Meditação Alimentar ou Culinária Meditativa

Meditação Alimentar ou Culinária meditativa – Reconhecendo a relação da alimentação com a meditação.

Há dias em que você está feliz, animado (a) e convida os amigos para sua casa e você mesma prepara os aperitivos. Compra pães, faz as pastinhas, arranja os frios, escolhe as bebidas e faz um bom encontro. Ou de vez em quando você faz aquele seu único prato perfeito, uma macorronada maravilhosa que nunca sai errado, ou ainda em dias inspirados faz um bolo! Que alegria é cozinhar de vez em quando, é como permitir que aquela força interior se traduza em alimentação, reunião e celebração.

Por outro lado há tempos em que você cai em depressão, está desanimado e nem pensa em convidar ninguém, ou apresentar seus dotes culinários. Neste momento você precisa de conexão. E meditação é o processo milenarmente conhecido para conectar o eu mesmo comigo mesmo e ainda com o “algo maior”.

Meditação faz a reconexão e fortalece o seu centro interior, acordando sua vitalidade, sua vontade, sua coragem e sua disposição. A meditação conecta você as forças da vida em um nível muito profundo.

A alimentação também o faz, só que não só em níveis profundos como também em níveis bem explícitos: Come-se bem e recupera-se a energia e a disposição. E em época de desânimo e desmotivação a dobradinha alimentação e meditação são as grandes pedidas. Em épocas de depressão, desvitalização, desmotivação faça assim:

-Intensifique suas práticas de meditação. Isto é faça regularmente, todos os dias, uma ou duas vezes entre 10 e 30 minutos. Faça regularmente por uns 4 à 6 meses.

-Visite as feiras e compre seus legumes, frutas, verduras, ervas cheirosas.

-Passe um tempo na feira olhando e curtindo todos os alimentos, pergunte da onde vem, se estão frescos, quanto custam, quando vai estar mais barato. Se intere sobre eles.

-Vá ao supermercado e entre na seção de azeites de oliva, veja a grande variedade, leia os nomes, leia os rótulos, veja sua proveniência, veja o endereço do site do produtor (e anote). Veja o grau de acidez dos azeites. Faça o mesmo para os molhos de tomate, veja quais são os naturais, os orgânicos. Faça também o mesmo na seção de molhos variados, os molhos naturais de mostarda, de gergelim. Na seção à granel escolha azeitonas pretas, tomates secos, palmitos, cogumelos, alcaparras, enfim, algumas delícias que te agradem mais. Escolha alguns e compre-os.

-Em casa, faça você mesmo alguma comida só para você. Faça aquela pasta com todos os elementos que você gosta. Faça sozinho, em silêncio. E desfrute bem no final.

O fato de meditar regularmente aumenta consideravelmente a nossa percepção dos níveis mais sutis da realidade. Isto é, se tem mais capacidade de ficar em silêncio e ao mesmo tempo percebr as sutilezas ao redor. Você percebe melhor as plantas da sua casa, ou as árvores das ruas, percebe maravilhas da natureza que passam desapercebidas quando a mente está cheia de pensamentos inúteis.

Então, meditando regularmente você volta a fortalecer seu centro interior, aumenta sua intuição e capacidade de percepção e finalmente aumenta sua capacidade de correlacionar as coisas.

Assim, se você meditar bem regular mesmo e fizer esse ‘tour’  pelas feiras e supermercado e depois entrar na cozinha para cozinhar você entrará no campo da “meditação alimentar” ou culinária meditativa.

Você vai ficar sozinho acompanhado da sua percepção aguçada e dos alimentos todos ali esperando sua mão mágica para transformá-los em uma refeição.  Nesses momentos você percebe a conexão de várias coisas e com isso o desânimo vai embora.

Você pode chegar a perceber quanta história existe por trás dos alimentos que estão ali: O tempo que se levou para semear e plantar o arroz que agora você está cozinhando. O luxo de ter tantos temperos verdes, vermelhos, abóboras, todos ali. Que também levaram um tempo entre nascer, colher, chegar à feira e chegar a sua mesa.

De repente salsa, cebolinha, coentro, pimentão, pimenta, azeitona, todos os elementos ali na bancada “falam” com você. Em silêncio fica mais fácil ouvir. Quando seu prato estiver pronto ele está prestes a se tornar “você”. Pois você sabe que você é o que você come. E aí você já estará desperto de novo, centrado, sabendo que tudo está relacionado e que você faz parte de tudo e tudo faz parte de você.

Você vai descobrir que se relacionar com os alimentos, conhecê-los, aprender sobre eles é uma fonte de vitalidade que te deixa sempre longe da depressão e perto da felicidade. Enquanto a meditação abre as portas para os níveis mais sutis e refinados da vida e da natureza (também chamados de níveis mais sagrados e divinos), a alimentação mostra como as coisas mais sagradas e divinas da vida e da natureza estão sempre ao redor de forma concreta, palpável e comestível.

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