História

História e Trajetória:  Incentivos e Inspiração:

 

Em Florianópolis, 1991

Em Florianópolis, 1991.

 

“As línguas, a literatura e os símbolos sempre me fascinaram!  Sempre gostei de ler, de escrever, de poesia e da língua portuguesa em si. Cedo aprendi outras língua como inglês e francês, além de ter aprendido espanhol em menos de 1 ano recentemente e estar indo de vento em popa meus estudos de italiano! Ainda que meu interesse maior seja o espanhol, devido à História e a cultura de Espanha. Além disso tenho sido sempre uma leitura ávida tanto de História tanto do Brasil quanto do mundo e mais recentemente de História Ibérica! Repleta de referências cujos ecos encontramos na nossa vida brasileira!!

Também tive a oportunidade de ser iniciada em sânscrito – língua sagrada da Índia antiga –  nas temporadas que passei nos retiros intensivos de yoga e meditação, nos chamados “ashrams” de meditação no Estado de Nova York, EUA. Igualmente aprendi, me familiarizei e pratiquei vários mantras (palavras, versos, composições sagradas da Índia para a prática de meditação e para invocar paz interior, saúde e vários outros efeitos benéficos na vida).

Foi arrebatadora a paixão que tive pela astrologia – sistema simbólico completo para a leitura e interpretação da vida de uma pessoa (empresa, cidade, etc)  a partir do mapa planetário de nascimento – a qual me dediquei com tanto interesse que aprendi a ler e interpretar ainda bem jovem, entre os 18 e os 24 anos.

Além disso sempre fui totalmente fascinada por estar em silêncio, em contato o que não é visível, mas sensível, em contato com o que não está na superfície mas com o que está nos bastidores, por de trás das coisas.

Qualidade esta de introspeção que me permitiu experimentar níveis profundos de meditação que por sua vez desenvolveu em muito a intuição, qualidade fundamental para relacionar dados e fazer boas interpretações dos símbolos, sejam eles astrológicos, numerológicos ou através das cartas ou das letras.

Em contraste com um outro aspecto da minha personalidade, ativa e comunicativa, -que apesar de gostar de um bom bate-papo, de participar de aulas e grupos trocando idéias e convivendo socialmente-, bater em retirada em busca do que estava lá mais longe, mais distante, mais afastado, na periferia das atenções também sempre me atraiu, me levando incialmente a mudar de cidades. Buscava essencialmente uma vida próxima à natureza, mais refinada, mais bela.

1986 à 1997

Foi assim, que aos 21 anos, morando em Belo Horizonte, aprendi a meditar. De volta ao Rio, minha terra natal, mergulhei em retiros de meditação. Daí continuei em outros cursos relacionados: assembléia de sidhis, curso da ciência da inteligência criativa. E antes mesmo de me formar na faculdade de Letras aos 24, passei 4 meses e meio em um lindo Hotel em Itamonte sul de Minas, fazendo um curso de formação como instrutora de meditação transcendental. Isto ocorreu em 89.

Logo depois, em 90 me formei em Letras, onde uma das últimas coisas que li na Faculdade foi uma citação de Shakespeare que me encheu de inspiração. Li ali: “o resto é silêncio”. Silêncio que ao longo dos anos se mostrou ser a fonte de toda a intuição, da capacidade de interpretação, fonte inclusive dos sons, das formas, e das letras, dos símbolos e suas conexões.

Tendo me formado em Letras em 90 e como professora de meditação em 89, mergulhei profundamente, no que havia buscado sempre: Interiorização, conhecimentos abstratos e simbólicos, entendimento sobre a fonte de nossa consciência humana, desenvolvimento da mente, funcionamento do cérebro e seu potencial.

Assim, fascinada pelos efeitos da meditação, pelo crescimento da intuição  e pela vida interior me mudei para o paraíso: Lagoa da Conceição em Florianópolis, Santa Catarina em dezembro de 90.Foram 2 anos da mais pura alegria, em Florianópolis.   Sem dúvida a ilha de Santa Catarina foi o cenário mais do que ideal para esse momento da minha vida. Lindíssima e abundante em beleza natural.

Dali para Curitiba em 1993, foi um pulo, terra da minha família paterna. Foram mais 4 anos expandindo muitíssimo tudo que havia começado em Santa Catarina. Em Curitiba dava cursos na Associação Médica do Paraná, além de promover retiros residenciais de meditação de final de semana.

Paralelo a isso, nestes anos – 1993 a 1996 – passei sempre entre 2 e 3 meses nos EUA num grupo de meditação perto de Nova York, onde aprofundava em muitas horas diárias a arte de meditar, o uso dos mantras e a relação entre silêncio, som, letras, línguas e formas manifestas.  Era chamado grupo de coerência onde uma centena de pessoas participavam em cursos variados, praticando um nível mais avançado de meditação.

Durante estes anos levei também  grupos de alunos para este “ashram” em Catskills Mountains, Estado de Nova York, da meditação transcendental. Lá participava como professora e tradutora. Inclusive trabalhei na Escola para Meninas do ashram – chamado de Thousand Headed Mother Divine-. A escola se chamava Ideal Girls’ school e tinha um currículo especial com meditação para as alunas. Trabalhei em um projeto de “clipping” de notícias educacionais. Lia jornais de todos os Estados Unidos fazendo clipping de notícias sobre educação para que a diretora da escola tivesse acesso mais rápido às notícias educativas de interesse.  Também trabalhava com as participantes dos cursos dando palestras e instruções sobre o funcionamento do ashram.

Desde o curso de instrutora em 1989 até 1997 – ensinei bastante gente a meditar -em torno de mil-, traduzi um sem número de pesquisas científicas sobre a meditação, escrevi outro sem número de artigos sobre meditação, terapias alternativas, alimentação natural, entre outros temas correlatos (alimentação modificada geneticamente, ecologias, sustentabilidade) para os jornais do Sul. Além de traduzir simultaneamente conferencistas, professores e grupos de alunos e participantes de grupos de meditação.

Em 1997 passei 6 meses como interna participando deste grupo em tempo integral, meditando, fazendo aulas de terapias naturais, mantras e inclusive traduzia todo o tempo para uma aluna brasileira também interna no grupo no mesmo período. Foi algo como um doutrorado em meditação. Em 1998, voltei para o Rio de Janeiro.

Além disso, também me dedico à pesquisa dos pontos de contato entre as línguas indígenas brasileiras, o sânscrito e o português. Mantenho grande interesse em história do Brasil e sua formação inicial que incluiu não só os conhecidos contatos com África e Portugal, mas também com a Índia, o Japão e a costa oeste e arábica, no contexto da expansão marítma portuguesa. Estou empenhada em pesquisas sobre nossas possíveis conexões e heranças advindas da terra da meditação, do yoga e do ayurveda (Índia) e das outras culturas milenares, (Japão, Arábia)!

Isto também me me inspirou a um trabalho de pesquisa em astrologia histórica relacionando, a história brasileira, o antigo regime e o império português à simbologia astrológica. Mantenho também as consultas astrológicas. Sem dúvida todo esses anos de prática de meditação e ensino tem expandindo inclusive minha consciência histórica-familiar e de nação- o que venho a acrescentar e muito em minha evolução. Não há evolução espiritual sem conhecimento histórico e sem inserção social, política e cultural em uma nação. Quem busca a espiritualidade deve manter-se ligado na vida que corre ao lado, na vizinhança, no cotidiano, no aqui e agora!

Rio, 2011!

[Studio Adrias]

Associação de Saberes Milenares para Realizações Atuais 

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